Poucos eventos desportivos são tão famosos como os Jogos Olímpicos, certo? E se promovermos a arte como uma categoria? Não há muitos anos atrás, a arte era uma das disciplinas desta grande competição. Sabias disto? E se ela voltar?

Jogos Olímpicos
Tudo começou em 1894 com a fundação do Comité Olímpico Internacional (COI) pelo Barão Pierre de Coubertin. Pierre via os Jogos Olímpicos como incompletos sem uma categoria dedicada às artes. Conseguiu que os membros do COI aprovassem esta nova categoria mas, por razões fora do seu controlo e do Comité, os Jogos foram quase cancelados nesse ano e, devido à falta de tempo, os preparativos para as novas categorias foram omitidos.
Felizmente, Pierre de Coubertin não desistiu e a sua luta foi bem sucedida. Em 1912, conseguiu acrescentar as artes como categoria nos Jogos Olímpicos de Estocolmo. Nesse ano, foram incluídas as categorias de arquitectura, música, pintura, escultura e literatura. A única condição era que todas as entradas tivessem de ter sido inspiradas de alguma forma pelo desporto. Este primeiro ano, entraram cerca de 33 artistas, na sua maioria oriundos de países europeus.

Carlo Pellegrini – Winter Sports. Medalha de ouro para pintura (1912)
Durante as décadas seguintes, os Jogos Olímpicos tornaram-se um evento de grande importância a nível mundial. Apesar disso, as artes continuaram a ser consideradas um evento secundário. Durante este período, os artistas que participaram frequentemente produziram esculturas relacionadas com boxe ou prepararam projectos arquitectónicos para estádios.

Dezsö Lauber – Design do Estádio. Medalha de Prata para a Arquitectura (1924)
As competições artísticas nos Jogos Olímpicos nunca foram muito regulares. Um artista podia ganhar uma medalha de prata sem que ninguém levasse o ouro, e havia mesmo categorias que ficavam vagas se o júri o considerasse necessário.

Walter Winans. Medalha de ouro para escultura (1912)
Últimas competições: Londres 1948
Apesar da falta de controlo, as categorias artísticas continuaram durante alguns anos com grande sucesso até aos Jogos de Londres de 1948. No ano seguinte foi apresentado um relatório ao COI, no qual os representantes do COI afirmaram que os concorrentes eram artistas profissionais e que as suas obras deveriam ser exibidas, mas sem ser elegíveis a medalha.
Esta questão continuou a ser debatida durante anos. Actualmente, a base dos Jogos Olímpicos prevê a necessidade de uma série de exposições e eventos culturais para promover relações humanas, compreensão mútua e amizade entre os participantes. Pierre de Coubertin teria ficado orgulhoso.
Conhecias esta etapa dos Jogos Olímpicos, artista? Achas que a arte deveria voltar a fazer parte da competição ou que ficou bem como evento? Aguardamos os teus comentários e, se ficaste tão surpreendido como nós, por favor partilha!
[Fontes: Gizmodo]
Produtos recomendados
Deixe um comentário Cancelar resposta
O que oferecer a um artista
Receba as notícias por email
Categorias
Comentários recentes
- liosmar martins em Litografia sobre alumínio microgranulado
- Maria ||Maganha em Colagem: origens e técnicas
- ROBSON KNOPP em Castelo, Palácio e Palacete: diferenças
- Pierre D'Almeida em As 10 obras mais importantes do Dalí
- César Villarreal em Colagem: origens e técnicas








Nenhuma resposta até agora. Seja o primeiro a deixar um →