Todos os artistas sofreram em algum momento a crise da criatividade, certo? Mesmo os surrealistas. Hoje trazemos-te um sistema maravilhoso inventado nos anos 20 para te inspirar: o cadáver esquisito.
Cadáver Esquisito: História
A frase “o cadáver esquisito tomará o novo vinho” foi, logicamente, o primeiro cadáver esquisito da história. Nos anos 20, no auge do surrealismo, um grupo de artistas começou a juntar-se para jogar um jogo muito peculiar: Consequências. Robert Desnos, André Breton e Tristan Tzara reunir-se-iam no Café Voltaire em Zurique para aplicar os resultados deste jogo de azar ao seu processo criativo.
Os artistas reunir-se-iam e, de acordo com directrizes previamente estipuladas, produziriam um trabalho conjunto. As regras eram simples: num pedaço de papel, cada participante escrevia uma palavra ou uma frase curta. A primeira parte foi então coberta com uma dobra e o participante seguinte continuou a frase sem conhecer a palavra anterior.
Deste modo, o resultado deu origem a muitas variações surpreendentes. O artista André Breton disse: “O que nos entusiasmou em tais produções foi a certeza de que, para melhor ou para pior, elas representavam algo que não era possível pelo trabalho de uma única mente”.

Salvador Dalí, André Breton, Gala e Valentine Hugo. Cadáver esquisito, 1932. Museu Reina Sofía, Espanha
Este processo evoluiu da escrita através de todas as artes até à pintura. Assim, o Cadáver Esquisito alcançou os artistas mais importantes da época. De facto, muitos cadáveres esquisitos feitos por artistas como André Bretón foram encontrados na casa de Salvador Dalí e de Gala.
Como fazer um Cadáver Esquisito
Apesar de ser uma iniciativa de artistas e intelectuais, o jogo do cadáver esquisito é perfeito para qualquer pessoa. Esta técnica é ideal para qualquer artista que queira desenvolver a sua criatividade ou brincar com crianças. É um jogo ideal desde que se esteja em companhia.

André Bretón, Salvador Dalí, Gala Dalí, Valentine Hugo
Processo passo a passo
1.- Numa extremidade do papel, o primeiro artista faz um desenho.
2.- Ao dobrar o papel, o artista deve cobrir o desenho que foi feito, deixando apenas os limites do desenho em vista.
3.- O jogador seguinte deve continuar o desenho sem observar o desenho anterior, apenas seguindo os limites visíveis.
4.- O resultado será um desenho aleatório, caracterizado pelas dobras do papel. Uma vez desdobrado, representa um conjunto de desenhos colocados de uma forma involuntária. Um ponto de partida maravilhoso para iniciar novos projectos e realizar novos trabalhos.

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Conhecias a técnica do cadáver esquisito, artista? Já a experimentaste? Aguardamos os teus comentários! E se gostaste, por favor partilha.
Fontes: Museu Reina Sofía
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