Museu Nacional do Azulejo
Um dos sinais de identidade mais reconhecíveis do nosso amado país são, sem dúvida, os belos azulejos. E é que os azulejos desempenham um papel chave na história da arte de Portugal e sua história em geral. Tanto é assim que existe todo um lugar dedicado a estas peças. Venha conosco a descobrir o Museu Nacional do Azulejo:

Embora criado em 1965 não se tornou o museu do azulejo que conhecemos hoje até 1980. A colecção do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa alberga a produção azulejar desde a segunda metade do século XV até hoje. Considera-se um dos museus mais importantes do país, não só pela importância do azulejo na história e cultura de Portugal, mas também pelo edifício que ocupa (do qual falaremos mais adiante).

Exterior do Museu Nacional do Azulejo
O museu guarda mais de 7.000 peças diferentes que abrangem azulejos espanhóis, holandeses, ingleses, alemães e belgas. Embora seu melhor tesouro são, como se pode esperar, os azulejos portugueses através do tempo e das épocas artísticas: de estilo árabe, oriental, rococó, modernista, Pombalino, romântico…
Através das suas exposições e actividades, o museu pretende chamar a atenção do público para a beleza e a importância deste sinal cultural distintivo português.

Não só abriga azulejos, mas também exibe cerâmicas, gravuras e até ferramentas de cerâmica. Tudo isto e muito mais espalhado em mais de treze salas, uma capela e um coro.
Dicas e informações para visitar o MNAz
Antes de passarmos à história do museu, gostaríamos de vos dar algumas informações e conselhos sobre ele. Primeiro, este museu se encontra na Rua da Mãe de Deus número 4, em Lisboa. O preço normal é de 5 euros e o bilhete é válido para todo o dia, mas também contam com preços especiais para estudantes, jovens, idosos e crianças, sendo o preço de 2’50. Além disso, as crianças de até 12 anos entram gratuitamente! Desde logo, uma visita obrigatória para conhecer a história do azulejo no país. Podem comprar seus bilhetes aqui. Agora é hora de entrar neste lugar tão especial:
Museu do Azulejo (ou MNAz): um passeio através da história
O edifício que ocupa o museu é também histórico em Portugal. A seguir, fazemos um breve resumo pela sua evolução:
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Convento da Mãe de Deus
Fundado por iniciativa da Rainha D. Leonor tinha como objectivo acolher um pequeno grupo de Freiras Franciscanas Descalças e era composto de algumas casas e um pomar. A igreja, lugar que se tornaria epicentro de atividade, só se completaria anos mais tarde. Era um lugar notável e precioso na cidade de Lisboa, mas apresentava severas imperfeições arquitetônicas. Diante das queixas das Freiras se iniciaria uma grande campanha de remodelação
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A campanha de D. João III
Com a inestimável ajuda do arquitecto Diogo de Torralva foram muitas as inovações realizadas no Convento da Mãe de Deus de Lisboa. Tais inovações resultariam em um edifício de raiz clássica, com uma capela de planta quadrada coberta por uma cúpula, entre outros muitos e novos detalhes. Tal foi a devoção sentida pela nova obra que D. João ordenou construir uma passagem do Paço contíguo à capela para poder assistir à missa.
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Campanhas decoartivas e o Terramoto de 1755
Depois da Campanha de D. João III foram várias as que o sobrevoaram, com especial foco no decorativo. Pinturas e afrescos nos telhados, coro alto e escritórios episcopais; e, claro, azulejos holandeses datados de 1686.

Também se realizou no século seguinte uma nova sacristia além de numerosas obras de renovação e restauração. Tudo iria para o lixo com o Terremoto de 1755, que provocaria a ruína no edifício: queda das paredes médias, do coro, pinturas e afrescos, e completa destruição do altar maior. Posteriormente, proceder-se-ia a uma restauração barroca do lugar, onde predominariam as cores azuis do azulejo, o dourado das talhas e a policromia dos afrescos.
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O asilo de D. Maria Pia
Com a chegada do século XIX chega também em Portugal a extinção das ordens religiosas com a Revolução Liberal. Isto leva a profundas modificações institucionais e funcionais das quais o Convento não escapa. Em 1896 iniciam-se amplas obras de restauração destinadas à modificação das missões religiosas por missões civis. Foi assim que nasceu o Asilo de D. Maria Pia.
Nessas remodelações levaram-se numerosos painéis de azulejo com intenções decorativas, mas que infelizmente acabaram por apanhar pó em caixas.
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Museu Nacional do Azulejo ou MNAz
No quinto centenário da Rainha Leonor, a fundação Calouste Gulbenkian financiou grandes obras no Asilo D. Maria Pia para comemorar esta figura histórica através de uma grande exposição. Foi esta experiência que fez o país refletir: “por que não reconverter este lugar, uma vez mais?” E assim fizeram, começando pequeno, mas conquistando cada vez mais e mais espaço. Não foi até 26 de setembro de 1980 que o Museu do Azulejo se emancipa do Museu de Arte Antiga, ganhando assim o status de Nacional e “autonomizando-se”.
Gostariam de saber mais? Olhem para este vídeo:
À primeira vista, tanta remodelação pode parecer-nos uma perda cultural e/o artística, mas a história do MNAz mostra-nos como alguns edifícios estão vivos, a história que nos contam são ecos de ontem e de hoje.
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E vocês, já visitaram o museu? O que esperam? Deixem as vossas impressões nos comentários! E se gostaram do post, por favor, compartilhem!
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