Na Renascença italiana, o pintor Raphael de Sanzio (Raffaelllo Sanzio ou simplesmente Raphael) representou algumas obras com um dedo a mais, mas porquê?
Contextualização de Rafael
Quando criança, Raphael ficou órfão, o que o levou a frequentar escolas de arte onde foi educado e formado em pintura, escultura e arquitectura. Logo foi considerado um “menino prodígio” e aos 25 anos foi encarregado de pintar as Salas do Vaticano. A partir deste projeto, o fresco A Escola de Atenas é uma das suas obras mais conhecidas em todo o mundo.

Sabia-se que o artista tinha uma certa mania de perfeição; de facto, juntamente com Miguel Ângelo e Leonardo da Vinci, era um dos grandes mestres da época. Dado o quão observador ele era sobre os detalhes, o facto de ter pintado algumas das suas figuras com seis dedos é ainda mais marcante.
A razão para os seis dedos
Alguns estudiosos argumentam há anos que o próprio Rafael tinha seis dedos e que ao colocá-los sobre as figuras das suas obras ele próprio se representava na tela. Ao longo do tempo, outros investigadores têm desmentido esta teoria a favor da seguinte.
Acha-se que Raphael decide trazer um significado mais profundo para as personagens com este dedo “extra”. Na altura acreditava-se que a polidactilia era um reflexo da posse de um dom, um sexto sentido que permitia prever o futuro através de sonhos proféticos.
As duas obras que mais nos permitem ver esta sexta falange são Madona Sistina e Casamento da Virgem. Consegues encontrar onde está o sexto dedo?
A Madona Sistina (1516)

O Casamento da Virgem (1504)

Já encontraste a personagem com seis dedos em cada uma das obras? Podes dizer-nos quem representam? Esperamos vossos comentários!
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