Arte e Tempo
À primeira vista podes perguntar-te: o que tem a ferrugem dos girassóis a ver com as Belas Artes? Vem e descobre connosco:

Os grandes artistas da história da arte deixaram-nos um longo legado para o presente e o futuro da humanidade, mas este legado não é imortal. Como as flores mais bonitas, os girassóis de Van Gogh murcham, e à medida que se deterioram, muitas outras obras podem estar a mutar para outras tonalidades diferentes das que conhecemos hoje.
Tanto os girassóis de Van Gogh como as pinceladas amarelas utilizadas por Munch O Grito, que já estão a assumir uma tonalidade de marfim, estão a mostrar sinais de envelhecimento, fazendo com que a coloração mude.

A versão original da pintura do famoso holandês vive na National Gallery em Londres, embora a que atraiu a atenção de todos os restauradores é a que se encontra no Museu Van Gogh em Amesterdão.
Porque é que os girassóis de Van Gogh enferrujam?

O problema principal não é outro senão a escolha da cor da tinta. O Pós-Impressionista optou por usar amarelo de crómio. Por outras palavras, uma cor que se tornou amarela devido à inclusão do cromo na sua liga. Escolhida por muitos artistas da época, está a envelhecer com o passar do tempo.
A influência da luz ultravioleta está a oxidar estas grandes criações, de modo que hoje vemos uma beleza diferente daquela que elas põem nas suas telas.
Como o próprio Vincent disse numa carta ao seu irmão Thèo, “os quadros são como flores”, e neste caso, o cádmio está certamente a fazer a sua parte para fazer murchar as flores como na própria natureza.

Algumas destas versões dos girassóis já foram restauradas… mas agora vem o eterno debate, no qual vos pedimos que participem: ficam a favor de restaurar o quadro, para que possa ser apreciado tal como Vincent Willem Van Gogh o pintou? Ou, pelo contrário, ficam a favor do “murchamento” natural dos girassóis? Esperamos os vossos comentários!
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