Este ano, deixou-nos um artista mundialmente famoso: Christo Vladimirov Javacheff. O artista, que trabalhou em diferentes lugares graças à sua Land Art, morreu no dia 31 de maio de 2020. Hoje falamos-vos de Christo e da sua arte:
Christo e Jeanne-Claude: Biografia
Christo Vladimirov Javacheff, conhecido como Christo, nasceu a 13 de Junho de 1935. No mesmo dia que a sua futura esposa e parceira no mundo da arte: Jeanne-Claude Denat de Guillebon.

Christo era o filho de uma família de elite búlgara. No início, queria dedicar-se ao teatro até que finalmente decidiu a favor da arte. Desiludido com os seus estudos, fugiu e, escondido num camião, chegou a Paris. Aí Christo começou a pintar retratos e a vendê-los de porta em porta. Foi assim que ele conheceu a sua futura parceira, no salão de cabeleireiro da sua mãe. A partir desse momento, Christo e Jeanne-Claude não seriam separados até a morte dela em 2009.
A história de amor entre Christo e Jeanne-Claude é muito relevante, pois anda de mãos dadas com a sua história artística. Eles fizeram o seu primeiro trabalho em conjunto e não pararam. A razão do seu sucesso foi nada mais nem menos do que o facto de se terem encontrado. Jeanne-Claude morreu a 18 de Novembro de 2009 e Christo continuou a trabalhar na sua linha. Estas obras são muito dispendiosas de produzir, bem como muito complexas em termos de logística, produção e licenças oficiais.
O artista envolvedor
Christo e Jeanne-Claude são conhecidos como os artistas de embrulho ou envolvedores. Isto porque, nas suas obras, costumavam embrulhar objectos urbanos, rurais e naturais. O artista começou a utilizar esta técnica nas décadas de 1950 e 1960. Esta era uma época em que o expressionismo abstracto estava em voga.
Mas porque é que o Christo embrulhava as construções? Este casal queria separar-se do que estava na moda na altura e fazer uma arte mais cara-a-cara. Envolvendo obras de arte, os artistas permitiram que o espectador desfrutasse da peça, bem como dos arredores. Desta forma, fizeram-no sentir a importância do espaço.

O seu trabalho consistia em três fases: imaginação, realização e memória. Quando tinham a ideia, faziam desenhos e modelos, que vendiam para angariar fundos. Era assim que eles criavam a obra real. Uma vez terminada, utilizavam fotografias ou audiovisuais para se lembrarem dela.
As obras do Christo e da Jeanne-Claude consistiram em abstrair as figuras escondidas sob as telas. Desta forma, criavam um grande mistério, alterando todo o espaço e não apenas um edifício específico. Para além do mistério das telas, eles criavam sombras e espaços negativos. Para Christo, o trabalho era efémero, por isso o importante era a sua interpretação.
No momento da sua morte, o artista estava a preparar uma obra: O Arco do Triunfo embrulhado. Antes de morrer, deixou claro que queria que isso se realizasse. E assim tem sido! Podes visitar o seu último trabalho em Paris já este ano 2021! De 18 de Setembro até 3 de Outubro podes visitar a última obra do Christo.

Conhecias este casal artístico? Aguardamos os teus comentários e, se gostaste, por favor partilha!
Produtos recomendados
Deixe um comentário Cancelar resposta
O que oferecer a um artista
Receba as notícias por email
Categorias
Comentários recentes
- liosmar martins em Litografia sobre alumínio microgranulado
- Maria ||Maganha em Colagem: origens e técnicas
- ROBSON KNOPP em Castelo, Palácio e Palacete: diferenças
- Pierre D'Almeida em As 10 obras mais importantes do Dalí
- César Villarreal em Colagem: origens e técnicas











Nenhuma resposta até agora. Seja o primeiro a deixar um →