{"id":21155,"date":"2021-11-22T11:53:00","date_gmt":"2021-11-22T10:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/totenart.pt\/blog\/?p=21155"},"modified":"2021-11-22T11:53:00","modified_gmt":"2021-11-22T10:53:00","slug":"10-obras-arte-transgressoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/totenart.pt\/blog\/noticias\/10-obras-arte-transgressoras\/","title":{"rendered":"10 das obras de arte mais transgressoras"},"content":{"rendered":"<p>Hoje entendemos a arte como um meio de livre express\u00e3o, sem barreiras. Nisto, cada artista faz e disp\u00f5e de acordo com a sua vontade. Apesar disto, de vez em quando descobrimos uma obra de arte que rompe com o estabelecido e cria opini\u00f5es muito diferentes. <strong>Hoje deixamos-vos com algumas das obras de arte mais transgressoras:<\/strong><\/p>\n<h2>10 das obras de arte mais transgressoras da hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>Neste post, seguimos a linha da <a href=\"https:\/\/www.revistavanityfair.es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">revista Vanity Fair<\/a>. Desta forma, revemos as obras de arte mais transgressoras de todos os tempos. Naturalmente, com imagens inclu\u00eddas. Muitas delas geraram uma rejei\u00e7\u00e3o inicial que gradualmente mudou e sofreu uma muta\u00e7\u00e3o. Pouco a pouco tornou-se uma opini\u00e3o mais permissiva, seja devido ao crescimento do artista ou \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em geral. Vamos rev\u00ea-las!<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3><em>1. Morte da Virgem, <\/em>Caravaggio (1606)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Agora no Museu do Louvre em Paris.<\/strong> Neste trabalho, Caravaggio partiu todos os moldes quando tomou o corpo de uma prostituta afogada como modelo. Desta forma, queria representar a morte da Virgem Maria. O quadro foi rejeitado pela Igreja, que o tinha encomendado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21157 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-01.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"489\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-01.jpg 400w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-01-245x300.jpg 245w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3><em>2. Olay<\/em>, Edouard Manet (1863)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Hoje esta obra \u00e9 um dos melhores e mais sens\u00edveis nus. No entanto, vale a pena notar que no seu tempo, as opini\u00f5es n\u00e3o eram t\u00e3o positivas. A raz\u00e3o desta rejei\u00e7\u00e3o foi uma prostituta &#8220;roli\u00e7a&#8221; num quadro com alguns detalhes &#8220;descuidados&#8221;. Estes detalhes iriam tornar-se uma particularidade do Impressionismo. <strong>Pode ser visto no Mus\u00e9e D&#8217;Orsay em Paris.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21159 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-02.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"430\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-02.jpg 640w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-02-300x202.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>3. <em>Madame X,<\/em> John Singer Sargent (1884)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esta hist\u00f3ria difere das anteriores, pois este trabalho n\u00e3o retrata uma prostituta mas sim Virginie Am\u00e9lie Gautreau, uma mulher da alta sociedade. O problema reside na forma como ela \u00e9 representada: uma das al\u00e7as do seu vestido caiu. Al\u00e9m disso, a posi\u00e7\u00e3o do seu corpo foi interpretada como uma posi\u00e7\u00e3o adoptada depois do sexo. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um certo avermelhamento das orelhas. Tal foi o alvoro\u00e7o que a representada quis remover da vista do p\u00fablico e decidiu que n\u00e3o deveria levar o seu nome.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21160 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-03.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"584\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-03.jpg 300w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-03-154x300.jpg 154w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>4. <em>Fountain,<\/em> Marcel Duchamp (1917)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Um dia assinou um urinol como R.Mutt e apresentou-o numa exposi\u00e7\u00e3o em Nova Iorque. Naturalmente, as reac\u00e7\u00f5es n\u00e3o demoraram muito a chegar. Com este grande passo, Duchamp mostrou que qualquer elemento podia ser considerado uma obra de arte.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21161 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-04.jpg\" alt=\"\" width=\"457\" height=\"376\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-04.jpg 457w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-04-300x247.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 457px) 100vw, 457px\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias teorias que apontam que a ideia para esta obra pode n\u00e3o ter sido a de Duchamp. Mas, numa lista de obras transgressivas, o seu nome n\u00e3o podia faltar.<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>5. <i>White on White<\/i>, Kazmir Malevich (1917-1918)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Do criador de\u00a0<em>Black on White\u00a0<\/em>ou\u00a0<em>Black Square<\/em>, Malevich queria dar mais um passo numa corrida para arruinar as fun\u00e7\u00f5es preconcebidas da pintura cl\u00e1ssica no in\u00edcio da R\u00fassia do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21162 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-05.jpg\" alt=\"\" width=\"473\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-05.jpg 473w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-05-296x300.jpg 296w\" sizes=\"auto, (max-width: 473px) 100vw, 473px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>6. <em>Merda D&#8217;Artista<\/em>, Piero Manzoni (1961)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>E do <em>White on White<\/em>, passamos para o &#8220;n\u00e3o t\u00e3o claro&#8221; enlatado. Um artista conceptual destac\u00e1vel, Manzoni revolucionou o mundo com as suas 90 latas rotuladas Merda D&#8217;Artitsta: Merda de artista. Teoricamente, o seu conte\u00fado \u00e9 o que a sua rotulagem indica. No entanto, isto nunca poderia ser confirmado, pois abrir uma das latas seria estragar o trabalho. Manzoni n\u00e3o s\u00f3 queria causar um grande impacto, como tamb\u00e9m fazer uma cr\u00edtica voraz do mercado de arte e do capitalismo que o rodeia. De facto, todas as latas foram <strong>vendidas por peso de acordo com o pre\u00e7o do ouro na altura.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21164 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-06-1.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-06-1.jpg 700w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-06-1-300x257.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>7. <em>Brillo Box<\/em>, Andy Warhol (1964)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outro artista que n\u00e3o podia estar ausente numa compila\u00e7\u00e3o como esta! Warhol encontrou uma forma de transformar a arte em qualquer produto. Especialmente se estivesse nas prateleiras de um supermercado. <strong>Assim, as latas de Campbell tornaram-se uma das suas obras mais caracter\u00edsticas, mas n\u00e3o a mais controversa.<\/strong> Entre as suas obras de arte mais transgressoras est\u00e3o estas latas de detergente. Caso tenhas d\u00favidas, estas latas mal se distinguem das reais, o que custava apenas um c\u00eantimo do d\u00f3lar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21165 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-07.jpg\" alt=\"\" width=\"675\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-07.jpg 675w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-07-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>8. <em>Piss Christ,<\/em> Andr\u00e9s Serrano (1987)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8220;\u00c9s mais transgressivo do que tirar uma fotografia de um crucifixo mergulhado em mijo&#8221; poderia ser inclu\u00eddo como prov\u00e9rbio, num claro aceno de cabe\u00e7a a este trabalho de Serrano. Uma obra cujo t\u00edtulo n\u00e3o poderia descrever melhor a cena. Escatologia e religi\u00e3o, uma combina\u00e7\u00e3o &#8220;perigosa&#8221; que tem tido repres\u00e1lias desde a sua cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 aos dias de hoje. <strong>Esta obra foi atacada em 2011 por um grupo de activistas crist\u00e3os que esmagaram uma c\u00f3pia exposta em Avignon com martelos.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-21166 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-08-700x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-08-700x1024.jpg 700w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-08-205x300.jpg 205w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-08.jpg 740w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>9. <i>The physical impossibility of death in the mind of someone living<\/i>, Damien Hirst (1991)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Este pobre tubar\u00e3o, que passar\u00e1 a sua eternidade em formalde\u00eddo, tem sofrido centenas de significados e interpreta\u00e7\u00f5es. O Metropolitan Museum of New York exibiu a pe\u00e7a, que hoje faz parte de uma colec\u00e7\u00e3o privada. \u00c9 de notar que esta n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica esp\u00e9cie que Hirst imortalizou; ele tamb\u00e9m trabalhou com outros animais ou partes deles.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21168 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-09.jpg\" alt=\"\" width=\"468\" height=\"286\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-09.jpg 468w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-09-300x183.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>10. <em>My bed<\/em>, Tracey Emin (1998)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Depois de ter visto retretes em museus, merdas embaladas, cristos em urina e muito mais, aqui vem isto. Cuecas sujas, juntamente com preservativos usados e len\u00e7\u00f3is manchados. <strong>Tudo apresentado sob a assinatura de uma mulher que mais uma vez revolucionou a cena art\u00edstica.<\/strong> Uma mise-en-sc\u00e8ne em que <strong>Tracey Emin<\/strong> apresentou um quarto desarrumado: restos de comida, garrafas e roupa suja, entre outras coisas. Um trabalho que foi um ponto de viragem para todos aqueles que n\u00e3o compreendiam bem porque \u00e9 que uma mulher se apresentava como algu\u00e9m desarrumada, apaixonada pela comida e a bebida e sexualmente activa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-21169 aligncenter\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-10.jpg\" alt=\"\" width=\"730\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-10.jpg 730w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/obra-arte-transgresora-10-300x216.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 730px) 100vw, 730px\" \/><\/p>\n<p>O que pensas da lista? Que obras faltam? Em todo o caso, o impacto no mundo da arte das obras que vimos foi <strong>vital para o desenvolvimento de muitas outras pe\u00e7as.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje entendemos a arte como um meio de livre express\u00e3o, sem barreiras. Nisto, cada artista faz e disp\u00f5e de acordo com a sua vontade. Apesar disto, de vez em quando descobrimos uma obra de arte que rompe com o estabelecido e cria opini\u00f5es muito diferentes. 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