{"id":24596,"date":"2022-08-29T12:57:50","date_gmt":"2022-08-29T10:57:50","guid":{"rendered":"https:\/\/totenart.pt\/blog\/?p=24596"},"modified":"2023-07-07T10:35:26","modified_gmt":"2023-07-07T08:35:26","slug":"museu-nacional-do-azulejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/totenart.pt\/blog\/noticias\/museu-nacional-do-azulejo\/","title":{"rendered":"Museu Nacional do Azulejo"},"content":{"rendered":"<h1>Museu Nacional do Azulejo<\/h1>\n<p>Um dos sinais de identidade mais reconhec\u00edveis do nosso amado pa\u00eds s\u00e3o, sem d\u00favida, os belos azulejos. E \u00e9 que <strong>os azulejos desempenham um papel chave na hist\u00f3ria da arte de Portugal<\/strong> e sua hist\u00f3ria em geral. Tanto \u00e9 assim que existe todo um lugar dedicado a estas pe\u00e7as. Venha conosco a descobrir o Museu Nacional do Azulejo:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24708\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/museu-fora-totenart1.jpg\" alt=\"\" width=\"430\" height=\"573\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/museu-fora-totenart1.jpg 430w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/museu-fora-totenart1-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/p>\n<p>Embora <strong>criado em 1965 n\u00e3o se tornou o museu do azulejo que conhecemos hoje at\u00e9 1980.<\/strong> A colec\u00e7\u00e3o do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa alberga a produ\u00e7\u00e3o azulejar desde a segunda metade do s\u00e9culo XV at\u00e9 hoje. Considera-se <strong>um dos museus mais importantes do pa\u00eds,<\/strong> n\u00e3o s\u00f3 pela import\u00e2ncia do azulejo na hist\u00f3ria e cultura de Portugal, mas tamb\u00e9m pelo edif\u00edcio que ocupa (do qual falaremos mais adiante).<\/p>\n<div id=\"attachment_24709\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-24709\" class=\"wp-image-24709 size-full\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/mseu-exterior-totenart.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"417\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/mseu-exterior-totenart.jpg 600w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/mseu-exterior-totenart-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-24709\" class=\"wp-caption-text\">Exterior do Museu Nacional do Azulejo<\/p><\/div>\n<p>O museu guarda mais de 7.000 pe\u00e7as diferentes que abrangem <strong>azulejos espanh\u00f3is, holandeses, ingleses, alem\u00e3es e belgas.<\/strong> Embora seu melhor tesouro s\u00e3o, como se pode esperar, os azulejos portugueses atrav\u00e9s do tempo e das \u00e9pocas art\u00edsticas: de <strong>estilo \u00e1rabe, oriental, rococ\u00f3, modernista, Pombalino, rom\u00e2ntico&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s das suas exposi\u00e7\u00f5es e actividades, o museu pretende chamar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para a beleza e a import\u00e2ncia deste sinal cultural distintivo portugu\u00eas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24710\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/senhora-azulejos-totenart.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/senhora-azulejos-totenart.jpg 620w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/senhora-azulejos-totenart-300x158.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 abriga azulejos, mas <strong>tamb\u00e9m exibe cer\u00e2micas, gravuras e at\u00e9 ferramentas de cer\u00e2mica. Tudo isto e muito mais espalhado em mais de treze salas,<\/strong> uma capela e um coro.<\/p>\n<h3>Dicas e informa\u00e7\u00f5es para visitar o MNAz<\/h3>\n<p>Antes de passarmos \u00e0 hist\u00f3ria do museu, gostar\u00edamos de vos dar algumas informa\u00e7\u00f5es e conselhos sobre ele. Primeiro, <strong>este museu se encontra na Rua da M\u00e3e de Deus n\u00famero 4, em Lisboa.<\/strong> O pre\u00e7o normal \u00e9 de 5 euros e o <strong>bilhete \u00e9 v\u00e1lido para todo o dia,<\/strong> mas tamb\u00e9m contam com pre\u00e7os especiais para estudantes, jovens, idosos e crian\u00e7as, sendo o pre\u00e7o de 2&#8217;50. Al\u00e9m disso, <strong>as crian\u00e7as de at\u00e9 12 anos entram gratuitamente!<\/strong> Desde logo, uma visita obrigat\u00f3ria para conhecer a hist\u00f3ria do azulejo no pa\u00eds. Podem comprar seus bilhetes <a href=\"https:\/\/bilheteira.patrimoniocultural.pt\/pos\/event\/list?utm_source=post&amp;utm_medium=noticias&amp;utm_campaign=museu-nacional-azulejo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>. Agora \u00e9 hora de entrar neste lugar t\u00e3o especial:<\/p>\n<h2>Museu do Azulejo (ou MNAz): um passeio atrav\u00e9s da hist\u00f3ria<\/h2>\n<p>O edif\u00edcio que ocupa o museu \u00e9 tamb\u00e9m hist\u00f3rico em Portugal. A seguir, fazemos um breve resumo pela sua evolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>Convento da M\u00e3e de Deus<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Fundado por iniciativa da Rainha D. Leonor tinha como objectivo acolher um pequeno grupo de Freiras Franciscanas Descal\u00e7as e era composto de algumas casas e um pomar. A igreja, lugar que se tornaria epicentro de atividade, s\u00f3 se completaria anos mais tarde. Era um lugar not\u00e1vel e precioso na cidade de Lisboa, mas apresentava severas imperfei\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas. Diante das queixas das Freiras se iniciaria uma grande campanha de remodela\u00e7\u00e3o<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>A campanha de D. Jo\u00e3o III<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com a inestim\u00e1vel ajuda do arquitecto <strong>Diogo de Torralva<\/strong> foram muitas as inova\u00e7\u00f5es realizadas no Convento da M\u00e3e de Deus de Lisboa. Tais inova\u00e7\u00f5es resultariam em um edif\u00edcio de raiz cl\u00e1ssica, com uma capela de planta quadrada coberta por uma c\u00fapula, entre outros muitos e novos detalhes. Tal foi a devo\u00e7\u00e3o sentida pela nova obra que D. Jo\u00e3o ordenou construir uma passagem do Pa\u00e7o cont\u00edguo \u00e0 capela para poder assistir \u00e0 missa.<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>Campanhas decoartivas e o Terramoto de 1755<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Depois da Campanha de D. Jo\u00e3o III foram v\u00e1rias as que o sobrevoaram, <strong>com especial foco no decorativo.<\/strong> Pinturas e afrescos nos telhados, coro alto e escrit\u00f3rios episcopais; e, claro, azulejos holandeses datados de 1686.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-24712\" src=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/azulejos-holandeses-totenart.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/azulejos-holandeses-totenart.jpg 630w, https:\/\/totenart.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/azulejos-holandeses-totenart-300x183.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se realizou no s\u00e9culo seguinte uma nova sacristia al\u00e9m de numerosas obras de renova\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o. <strong>Tudo iria para o lixo com o Terremoto de 1755, que provocaria a ru\u00edna no edif\u00edcio:<\/strong> queda das paredes m\u00e9dias, do coro, pinturas e afrescos, e completa destrui\u00e7\u00e3o do altar maior. Posteriormente, proceder-se-ia a uma restaura\u00e7\u00e3o barroca do lugar, onde predominariam as cores azuis do azulejo, o dourado das talhas e a policromia dos afrescos.<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>O asilo de D. Maria Pia<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com a chegada do s\u00e9culo XIX chega tamb\u00e9m em Portugal a <strong>extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas com a Revolu\u00e7\u00e3o Liberal.<\/strong> Isto leva a profundas modifica\u00e7\u00f5es institucionais e funcionais das quais o Convento n\u00e3o escapa. Em 1896 iniciam-se amplas <strong>obras de restaura\u00e7\u00e3o destinadas \u00e0 modifica\u00e7\u00e3o das miss\u00f5es religiosas por miss\u00f5es civis.<\/strong> Foi assim que nasceu o Asilo de D. Maria Pia.<\/p>\n<p>Nessas remodela\u00e7\u00f5es levaram-se numerosos pain\u00e9is de azulejo com inten\u00e7\u00f5es decorativas, mas que infelizmente acabaram por apanhar p\u00f3 em caixas.<\/p>\n<ul>\n<li>\n<h3>Museu Nacional do Azulejo ou MNAz<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>No quinto centen\u00e1rio da Rainha Leonor, a <a href=\"https:\/\/gulbenkian.pt\/?utm_source=post&amp;utm_medium=noticias&amp;utm_campaign=museu-nacional-azulejo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian<\/a> financiou grandes obras no Asilo D. Maria Pia para comemorar esta figura hist\u00f3rica atrav\u00e9s de uma grande exposi\u00e7\u00e3o. Foi esta experi\u00eancia que fez o pa\u00eds refletir: &#8220;por que n\u00e3o reconverter este lugar, uma vez mais?&#8221; E assim fizeram, come\u00e7ando pequeno, mas conquistando cada vez mais e mais espa\u00e7o. <strong>N\u00e3o foi at\u00e9 26 de setembro de 1980 que o Museu do Azulejo se emancipa<\/strong> do Museu de Arte Antiga, ganhando assim o status de Nacional e &#8220;autonomizando-se&#8221;.<\/p>\n<h3>Gostariam de saber mais? Olhem para este v\u00eddeo:<\/h3>\n<div class=\"contenedor\">\n<div class=\"reproductor\" data-id=\"CNXkk28ZVqs\"><\/div>\n<\/div>\n<p>\u00c0 primeira vista, tanta remodela\u00e7\u00e3o pode parecer-nos uma perda cultural e\/o art\u00edstica, mas <strong>a hist\u00f3ria do MNAz mostra-nos como alguns edif\u00edcios est\u00e3o vivos, a hist\u00f3ria que nos contam s\u00e3o ecos de ontem e de hoje.<\/strong><\/p>\n<h2>Curso de design e cria\u00e7\u00e3o de azulejo portugu\u00eas<\/h2>\n<p>Agora que conheces parte deste tesouro hist\u00f3rico e cultural, n\u00e3o gostarias de ser capaz de contribuir com uma contribui\u00e7\u00e3o moderna e atual? Liberta a tua imagina\u00e7\u00e3o e deixa que a Marisa e a Alba te ensinem a<strong> criar e pintar belos azulejos com t\u00e9cnicas portuguesas.<\/strong> Aprende de que materiais precisas, o passo a passo da sua cria\u00e7\u00e3o e decora\u00e7\u00f5es v\u00e1rias. Gostarias?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/domestika.sjv.io\/AWE27o\" class=\"button \" target=\"_blank\">CURSO DE CRIA\u00c7\u00c3O AZULEJO PORTUGU\u00caS<\/a><\/p>\n<p>E voc\u00eas, j\u00e1 visitaram o museu? O que esperam? Deixem as vossas impress\u00f5es nos coment\u00e1rios! E se gostaram do post, por favor, compartilhem!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Museu Nacional do Azulejo Um dos sinais de identidade mais reconhec\u00edveis do nosso amado pa\u00eds s\u00e3o, sem d\u00favida, os belos azulejos. E \u00e9 que os azulejos desempenham um papel chave na hist\u00f3ria da arte de Portugal e sua hist\u00f3ria em geral. Tanto \u00e9 assim que existe todo um lugar dedicado a estas pe\u00e7as. 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